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          Álvaro Alfredo Bragança Jr.   
 

Álvaro Alfredo Bragança Jr. (Email)

Como Professor Adjunto de Língua e Literaturas de Língua Alemã da Universidade Federal do Rio de Janeiro, travei contato acadêmico com os germanos através de minha prática docente em disciplinas de orientação histórico-literárias, onde o documento e o testemunho configuram uma visão próxima da realidade dos séculos pesquisados. De tribos compostas por geer-mannen (homens com dardos) chega-se à Baixa Idade Média alemã e à representação estilizada de cavaleiros ideais, portadores de valores cristão-pagãos. Na contemporaneidade, estereótipos e reapropriações dos velhos homens do Norte embasam modelos culturais, ideológicos e políticos. Francos, visigodos, ostrogodos, suevos, lombardos, anglos e saxões (apenas para citar alguns povos) legaram ao Ocidente em seu plano real e imaginário antropônimos, topônimos, hábitos, costumes - em suma - uma contribuição indiscutível para aquilo que o homem colhe com o saber, a cultura. Destarte existe um continuum entre os bárbaros descritos no discurso histórico por César e Tácito e os guereiros Siegfried e Hagen imortalizados pela arte da palavra presente nos Eddas e glorificados na música wagneriana, tomados como exemplo de valores marciais por ideologias de direita e, por fim, revisitados pelo discurso cinematográfico, dentre outros. Portanto, convido aos colegas para que entremos no mundo sócio-político-cultural e literário dos germanos de ontem, hoje e sempre!

Pesquisa Atual: Fato histórico e texto literário: abordagem culturalista da Baixa Idade Média germanófona em Iwein, de Hartmann von Aue, como modelo de uma sociedade arquetípica

O presente Projeto insere-se dentro de uma linha interdisciplinar de pesquisa, que visa estabelecer pontos de convergência entre o discurso historiográfico e o texto literário em língua alemã no baixo medievo, em especial nos séculos XII e XIII. Hartmann von Aue, ministerial alemão, por nós trabalhado no Projeto de Pesquisa anterior, sintetiza em suas obras os procedimentos modelares, desejados ou não, dos estamentos sociais privilegiados no Sacro Império nas centúrias acima discriminadas. Por um lado, a onipresença de Deus como condutor do homem medieval e por outro o caval(h)eiro como miles christianus configuram arquétipos ideais, que tencionavam a (con)formação e solidificação ainda maior de uma sociedade, onde a voz masculina determinava a ordo mundi. Iwein, romance de cavalaria do Minnesänger de Aue, através de uma abordagem culturalista permite-nos a depreensão dos elementos históricos contemporâneos ao trovador e sua reelaboração dentro do texto literário, no que História e Literatura contribuem para o estabelecimento de um modelo mais abrangente e microhistoricamente mais próximo do "real" e que, até hoje em dia, permeia o imaginário hodierno sobre a Idade Média

Áreas de interesse:

Cavalaria medieval; Paremiologia latina medieval; Tribos germânicas na Alta Idade Média; Poesia medieval em alemão; Sacro Império Romano-Germânico; Literatura Inglesa Medieval.

 

 
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